Conta à história que a assessoria de imprensa surgiu aos poucos quando em 1772, quatro anos antes da proclamação da independência dos Estados Unidos, um grupo de revolucionários comandado por George Washington, preocupado com a divulgação de informações oficiais, contratou o escritor e editor Samuel Adams para desenvolver um trabalho que mesclasse elementos da comunicação.
Alguns anos depois em 1829, dava início á Assessoria de Imprensa Governamental com Amos Kendall, durante o governo de Andrew Jackson, que organizou um setor bem estruturado de imprensa e Relações Públicas; O The Globe, considerado por muitos como o primeiro house-orgn.
As primeiras publicações empresariais surgiram na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos no século XIX. Os efeitos sobre a opinião pública consolidaram-se, a partir daí, começaram a aparecer jornalistas que se encarregavam de divulgar o que acontecia dentro das organizações. Outras áreas também adotariam a ideia, levando ao público fatos do mundo empresarial.
Mas quando se fala no pioneiro na criação da Assessoria de Imprensa e Comunicação, se fala de Yve Lee. O primeiro escritório de Assessoria de Imprensa e Relações Públicas do mundo surgiu em 1906, em Nova York pelo o jornalista norte-americano Yve Lee, ele conseguiu recuperar a imagem do odiado empresário americano John Rockfeller e conquistou, por direito e mérito na História moderna da Comunicação Social, o título de fundador da Relações Públicas, berço da Assessoria de Imprensa.
No Brasil a Assessoria de Imprensa teria surgido em 1909, quando o presidente Nilo Peçanha criou a Secção de Publicações e Biblioteca do Ministério da Agricultura, tendo como uma das principais finalidades distribuírem informações à imprensa sobre o setor, a partir de notícias e notas. Essa foi à primeira iniciativa com características assemelhadas à “Assessoria de Imprensa” no Brasil.
Durante o governo de Getúlio Vargas, foi criado em 1937 o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) por meio do decreto n° 3.371, em pleno estado novo, com finalidade de estabelecer serviço de atendimento à imprensa ligado ao Gabinete Civil. A ideia principal era divulgar os atos do Presidente e obras realizadas naquele período. O governo Vargas foi também o responsável pela criação do curso superior de Jornalismo, em plena ditadura.
Após a II Guerra Mundial e a eleição de Juscelino Kubitschek, com investimento das grandes multinacionais, surgiram às práticas de assessoria de imprensa, que foram sendo adotadas aos poucos por empresas nacionais e pela administração pública. A partir de 1970, entidades, empresas e empresários descobriram que o assessor de imprensa era figura importante e necessária. Desde então, a atividade vem se profissionalizando e ganhando outra dimensão de trabalho.
E para entender um pouco como age, o que faz e o dia-a-dia de um assessor conversei com Demétrio Andrade, Coordenador de Comunicação da Prefeitura de Fortaleza e Professor de Jornalismo na Faculdade Integrada do Ceará - FIC, 42 anos, casado, pai de três filhos. É formado em Jornalismo pela a Universidade Federal do Ceará - UFC e Mestrado em Sociologia pela a UFC. Desde 1991 trabalha com Assessoria de Imprensa, de diversas organizações como de sindicatos, associações, assessoria parlamentar e ONGs. E como professor atua desde 1995.
Segundo o Sindicato dos Jornalistas no Ceará 60% dos jornalistas trabalham em algum tipo de assessoria, e para Demétrio Andrade essa demanda aumentou por conta do grande potencial de mercado. A economia cresceu os serviços públicos também, além de tudo hoje Fortaleza a Capital do Ceará é a quarta maior segundo o último IBGE. E as instituições hoje enxergaram a necessidade de uma assessoria para trabalhar melhor a comunicação da empresa.
Para Demétrio um bom profissional de assessoria tem que ser paciente e tranquilo, entender de comunicação em suas diversas áreas. No rádio, televisão, marketing. Saber quem é seu público alvo, como receber a imprensa, e jamais mentir sempre dá a melhor resposta possível, manter a calma, ser firme e avaliar o que responder. Ele ainda dá uma dica de quatro princípios básicos, 1 Um assessor tem que circular muito bem, mantendo seus contatos antigos e procurar fazer novos contatos. 2 Ser discreto, quem deve aparecer é seu assessorado não você. 3 Não brigar com ninguém 4 O interesse em comum do assessor e do assessorado é a informação.
E quando se fala de crise na assessoria ele classifica em três: 1 Crise com o cliente, é quando o assessor e o assessorado não estão se entendendo por algum motivo, e nessa hora a conversa sempre é a melhor atitude. 2 Crise com a Mídia, quando sai noticias tendenciosas sobre algo que teria acontecido com alguma instituição e a mídia tenta criar uma crise sobre a situação. 3 Crise da População, essa seria a pior crise, pois aqui a população tem o poder maior de cobrar soluções para o seu problema.
Demétrio Andrade também da sua opinião sobre redes sociais, principalmente a ferramenta twitter. Ele considera o twitter um instrumento essencial para o assessor, que deve saber como, onde e quando usar. Ele acredita que daqui algum tempo quem irá da continuidade ao twitter na rede são os jornalistas, por sua forma prática e ágil de ser usada ao favor da informação.

